25 dezembro, 2011

Três Perguntas do Natal - parte final

"Como será isto?" - (Lucas 1:34)
   Como poderia, sem ter contato com varão, conceber? Que mistério! Surge desse fato a pergunta: "Por que o Messias nasceria de uma virgem?" Respondemos assim: o Messias nasceria de uma virgem, sem a intervenção humana, porque era necessário que assumisse a culpa do primeiro Adão, mas sem estar envolvido na corrupção do primeiro Adão. Sendo Ele Deus encarnado, em semelhança humana, nascido "de mulher" (Gênesis 4:4). Era, sendo a semente "da mulher" (Gênesis 3:15), só esse Messias possuía as condições necessárias para salvar a raça humana do seu miserável estado em que caíra. Essa providência, a encarnação, cumpriria, cabalmente as Escrituras.
   Certa vez um cientista muito cético quanto à possibilidade do Supremo Ser, Criador do Universo, ser conhecido pelo homem. Parecia-lhe impossível. Mas então, certo dia, ele estava dando um passeio no seu jardim e descobriu um formigueiro. Notou, enquanto ele se aproximava das formigas que sua sombra as cobria, ficavam muito agitadas, não sabendo o que lhes aconteceria. Ele pensou, "Ah, se essas formiguinhas soubessem o quanto as aprecio, não se perturbariam por causa da minha sombra!", concluiu, "para um ser humano ensinar a uma formiga o que ele é. E comunicar seus pensamentos a ela, só se ele se tornasse formiga também!"
   Portanto, foi esse o pensamento usado por Deus. "Está certo! Foi isso que o infinito Deus do Universo fez para nos comunicar os Seus pensamentos, e nos ensinar. Ele precisou se encarnar em nossa forma!" O cientista tornou-se crente em Jesus, o Filho de Deus! Ali mesmo, em seu jardim, ele disse como disse Tomé o discípulo: "Meu Senhor e meu Deus!" - No princípio, era o Verbo. e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. O Filho unigênito... este o fez conhecer" (João 1:1,14,18).
   Gabriel explicou à Maria a respeito da obra de Deus conceber o Messias através do Espírito Santo. Ele encobriria a serva do Senhor (Lucas 1:35). Paraq estimular a sua fé, o anjo explicou-lhe de sua idosa parenta, Isabel, tal qual a "Sara", já que estava no sexto mês de gestação. Com Deus, então, nada é impossível! É caso de crer!
   E Maria creu. Submeteu-se, corpo, alma e espírito, à operação divina,. A resposta fora mais que satisfatória, glória a Deus! E sabemos a história. Ela traz a todo mundo alegria, como em Belém, Maria, a virgem, deu à luz Jesus o Salvador do mundo! Que linda história! Os anjos sobre os outeiros da Judéia cantaram! Os pastores deixaram seus rebanhos e correram à estrebaria onde, entre os animais, nascera o Filho de Deus. Ali, O adoraram! Que noite de alegria! A mais solene em toda a história! O som dessa alegria e música celestial chega até aos nossos ouvidos, também. Os milênios não o apagarão jamais! Glória a Deus!
   Mas o plano de Deus consta que não somente Israel seria a beneficiada pela redenção do Messias. As profecias apontaram, do mesmo modo, os gentios em todo o mundo. Eles, também se salvariam através do sacrifício do Messias, consequentemente. A Bíblia relata que do Oriente, a Pérsia, ou da Mesopotâmia talvez, vieram os magos a Jerusalém. Eles foram guiados, milagrosamente, crendo na tradição existente entre os homens, ou seja, por uma estrela, e creio eu, também pelo próprio Espírito Santo. Esse sempre falou ao coração dos homens. Eram sábios à procura da sabedoria. E, não seriam privados do alvo almejado. Chegaram ao rei Herodes pois era quem consideravam a pessoa mais indicada e inquiriram:

"Onde está aquele que é nascido Rei dos judeus?" - (Mateus 2:2)
   Essa é a terceira das três perguntas do Natal. Há um mistério envolvendo sua chegada na Cidade Santa. Como era aquela estrela? Há seis anos passados, no dia de natal, segundo informações do planetário Adler, em Chicago, lugar visitado por nós em nossa viagem ao Oriente, estavam muito próximos os três planetas: Júpiter, Marte e Saturno. É um fenômeno que ocorre de 15 em 15 anos. E aconteceu também no ano VII a.C. Esse período se encontra muito próximo da data da vinda de Cristo ao mundo. Os magos teriam observado esse sinal. Mas nada conseguiram aprender de Herodes, e sim dos escribas. Isto é, o esperado Rei dos judeus nasceria em Belém e não em Jerusalém, como pensavam (Mateus 2:1-4). Despedindo-se do monarca, saíram na direção sul. E lá a estrela ainda os guiavam! Por que não a seguiram de uma vez? Quando chegaram em Belém, a estrela parou sobre o lugar onde Jesus estava. Já não era mais a gruta, porém, sim, uma casa qualquer (Mateus 2:10-11). Haviam alcançado o alvo de sua longa e penosa jornada!
   Agora, na presença de Jesus, seus corações, cheios de fé, "alegraram-se com grande e intendo júbilo"! Oh, como foi maravilhoso aquele culto! São esses homens as primícias das multidões de todas as terras do mundo. Eles um dia se alegrarão na presença do COrdeiro de Deus que por eles deu o seu precioso sangue no Calvário. Os magos entregaram a Jesus seus ricos presentes - ouro, de incenso e mirra. Esses presentes indicam o reconhecimento dos ofertantes a respeito daquele bebê de poucos dias de idade. Sabiam tratar-se do grande Rei de todo o Universo, o grande Sacerdote da fé. Era o Salvador que através de seu sofrimento nos redimiu.
   Portanto, a resposta à sua pergunta os magos encontraram ali em Belém. Isso porque creram no Senhor. E, obedeceram a sua Palavra. Seguiram a luz que possuíam. E, desprezaram os conselhos do rei ímpio Herodes, pois ele queria, então, matar o seu "rival".
   Sejamos nós também do mesmo espírito desses inquiridores da justiça divina. Sigamos a luz que temos, a luz da Palavra de Deus, a luz da fé. Semelhantemente, se alegrarão os nossos corações com uma alegria que jamais passará, pois Jesus é o Rei da Glória e o Seu reino jamais terá fim!

Autor: Lawrence Olson (1910-1993).