10 dezembro, 2009

De joelhos ante Sua Insolência

Olavo de Carvalho

Pelo noticiário dos últimos dias, os leitores devem ter tomado consciência de que são governados por um indivíduo que se gaba de um crime de estupro, real ou imaginário, e revela sentir uma nostalgia profunda dos dias em que os meninos do interior do Nordeste mantinham relações sexuais com cabritas e jumentas. O que não sei é se percebem o grotesco, a infâmia, a abominação de continuar a chamar esse sujeito de Vossa Excelência, quando Vossa Insolência seria muito mais cabível, fazendo de conta que estão diante de um cidadão respeitável quando estão mesmo é de joelhos ante um sociopata desprezível.


Nenhum político do mundo jamais fez declarações tão insultuosas à moralidade geral e à simples dignidade humana. Muito menos as fez e permaneceu no cargo. Lula não só permanecerá como fará tranquilamente a sua sucessora, porque a sociedade brasileira inteira já se acanalhou ao ponto de aceitar como decreto divino tudo o que venha do "Filho do Brasil". Todos preferem antes ser humilhados, achincalhados, envergonhados ante o universo, do que correr os riscos de uma crise política. Sabem por que? Porque foram reduzidos a uma tal impotência que já não têm meios nem de criar uma crise política.

Em fevereiro de 2004 escrevi: "Quem quer que, a esta altura, ainda sonhe em 'vencer o PT', seja nas próximas eleições, seja ao longo das décadas vindouras, deve ser considerado in limine um bobão incurável, indigno de atenção.


O PT, como digo há anos, não veio para alternar-se no poder com outros partidos — muito menos com os da 'direita' — segundo o rodízio normal do sistema constitucional-democrático. Ele veio para destruir esse sistema, para soterrá-lo para sempre nas brumas do passado, trocando-o por algo que os próprios petistas não sabem muito bem o que há de ser, mas a respeito do qual têm uma certeza: seja o que for, será definitivo e irrevogável.

Não haverá retorno. O Brasil em que vivemos é, já, o 'novo Brasil' prometido pelo PT, e não tem a menor perspectiva de virar outra coisa a médio ou longo prazo, exceto se forçado a isso pela vontade divina ou por mudanças imprevisíveis do quadro internacional."


Fui chamado de radical, de paranóico, de tudo quanto é nome. Os que assim reagiam não tinham — e não têm até hoje — a menor ideia de que existe uma ciência política objetiva, capaz de fazer previsões tão acertadas quanto as da meteorologia, com a diferença de que estas são feitas, no máximo, com antecedência de algumas horas. Quão preciosa não seria essa ciência nas mãos dos planejadores estratégicos, seja na política, seja nos negócios! Recusando-se a acreditar que ela existe, preferem confiar-se aos pareceres dos acadêmicos consagrados, que são tão bem educadinhos e jamais os assustam com previsões certeiras.

Ainda lembro que, em 2002, o Los Angeles Times consultou duas dúzias de eminentes "especialistas" sobre as eleições no Brasil. Todos disseram que Lula não teria mais de 30 por cento dos votos. Só eu — o radical, o alucinado — escrevi que a vitória do PT era não apenas certa, mas absolutamente inevitável.


Do mesmo modo, sob insultos e cusparadas, anunciei que a passagem do tempo desfaria a lenda da "moderação" lulista, pondo à mostra o compromisso inflexível do nosso partido governante com o esquema revolucionário internacional.

Hoje isso está mais do que evidente, e sinais de um temor geral que antes ninguém desejava confessar começam a despontar por toda parte. E que fazem, diante do perigo tardiamente reconhecido, essas consciências recém-despertadas? Correm em busca dos mesmos luminares acadêmicos que já os ludibriaram tantas vezes com suas palavras anestésicas, como instrutores de auto-ajuda.


A elite brasileira é vítima de seu próprio desamor ao conhecimento, agravado de um culto idolátrico aos símbolos exteriores de prestígio e bom-mocismo. Seguindo essa linha inflexivelmente ao longo dos anos, enfraqueceu-se ao ponto de, hoje, ter de baixar a cabeça ante a torpeza explícita, arrogante, segura de si.

Fonte: Diário do Comércio, 7 de dezembro de 2009

01 dezembro, 2009

Natal Missionário de Fé



O Natal para muitos é sinônimo de compras, jantares especiais e troca de presentes entre familiares, mas essa realidade só é conhecida dentre aqueles que desconhecem o verdadeiro significado desta data comemorativa. Se literalmente comemorássemos o natal em seu contexto bíblico, seria uma maneira de revermos conceitos e atitudes ocorridas durante cada ano, e a esperança de um novo amanhã alvoreceria sobre nossas vidas.

Contudo, o Natal Missionário de Fé é muito mais que isto: é uma iniciativa dos Gideões Missionários da Última Hora, através do pastor Cesino que se sensibilizou com a situação de uma menina amazonense durante uma visita da equipe dos gideões àquela região, há mais de vinte anos. Através das ofertas arrecadadas ao final de cada ano levamos e enviamos para todas as famílias missionárias por nós mantidas alimentos, roupas, calçados e uma ajuda extra aos missionários ao final de cada ano.

Sua contribuição vai, mais uma vez, beneficiar muitas famílias nas comunidades onde nossos missionários realizam trabalhos evangelísticos, localizadas em lugares desconhecidos pela maioria da população brasileira e mundial.

Através de sua oferta de amor daremos continuidade a este trabalho. Todas as 1202 famílias missionárias serão abençoadas e abençoarão também suas respectivas comunidades, mas para que isso seja realizado precisamos de vossa contribuição.

Gideões Missionários da Última Hora


Os Gideões têm como objetivo primordial não somente evangelizar, mas ajudar moradores através de ações sociais, como: atendimento médico, distribuição de remédios, tratamento odontológico, creches, cortes de cabelo e outras atividades realizadas por intermédio de contribuições. Estima-se que aproximadamente 30.000 crianças sejam beneficiadas pelo Natal Missionário de Fé.

Nosso objetivo é levar o evangelho às almas carentes, aflitas, famintas espiritualmente. Mas, como suprirmos a fome e sede espiritual e nos esquivarmos de outras responsabilidades que temos como cristãos? É por isso que divulgamos através do rádio, televisão e internet a campanha Faça uma Criança Sorrir neste Natal, e através de sua colaboração, em vinte anos, nunca deixamos de enviar a ajuda de natal aos missionários.

Mais uma vez pedimos a sua ajuda, que pode ser enviada através do carnê missionário ou através de depósito em uma de nossas contas bancárias. A retribuição o próprio Deus lhe dará no dia em que os santos forem galardoados.

“Junte-se a nós! O Natal Missionário depende de você!”

Em Cristo

Pr. Cesino Bernardino, Presidente GMUH
Pr. Reuel Bernardino, Vice-Presidente GMUH




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